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Clipping – 19 de janeiro
janeiro 19, 2010, 11:29 am
Filed under: Uncategorized

NACIONAL

PAC 2 será arma de Lula para dar fôlego a Dilma nas grandes cidades

Segunda etapa do programa focará as regiões metropolitanas no Sul e Sudeste, onde oposição é mais forte

Estadão
O governo vai investir na segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para alavancar a campanha presidencial da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. O anúncio do PAC 2, em  março, coincidirá com a época em que o governador de São Paulo, José Serra, planeja assumir sua candidatura à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo PSDB. Feito sob medida para turbinar o carro-chefe da campanha de Dilma, o PAC 2 será um dos temas mais importantes da primeira reunião ministerial do ano, marcada para quinta-feira, na Granja do Torto.
Lula orientará os ministros a adotar como foco de suas ações, nesta reta final do governo, as grandes cidades do País. Festejando números expressivos de popularidade nos grotões nordestinos, ele avisou que cobrará empenho da equipe para atrair os votos das regiões metropolitanas do Sul e Sudeste, onde a oposição está na frente para o início da disputa com a petista Dilma.
Na prática, o Palácio do Planalto prepara uma ofensiva de obras no Sudeste, principalmente em São Paulo e Minas – os dois maiores colégios eleitorais do País, administrados por tucanos -,
independentemente da liberação de recursos para o PAC 2, que só deve ser incluído no Orçamento de 2011.
O guarda-chuva dessa segunda versão do PAC vai abrigar um conjunto de projetos novos e até mesmo velhos, sob nova embalagem, em transporte público, prevenção de enchentes, saneamento básico, tratamento de lixo, internet nas favelas e renovação tecnológica. São investimentos em 29 regiões metropolitanas, além da Rede Integrada de Desenvolvimento Econômico de Brasília, que englobam 463 cidades, onde vivem 79 milhões de pessoas – 43 % da população brasileira.
“O presidente quer que o PAC 2 tenha foco nas regiões metropolitanas e não vai permitir que as eleições ou mesmo o enfrentamento da crise mundial afetem as ações da economia e os programas sociais em 2010″, afirmou o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, após reunião de ontem do grupo que compõe a coordenação política do governo.

Ritmo Frenético
Chamada de “mãe do PAC” por Lula, Dilma vai viajar com ele em ritmo frenético, a partir de agora. A equipe do PT dividiu a campanha da ministra em três fases para traçar a estratégia contra Serra até julho. A primeira etapa irá até 18 de fevereiro, quando o PT abrirá seu 4º Congresso Nacional e vai homologar a candidatura de Dilma. Nessa fase, que já está em curso, ela fará uma espécie de “aquecimento” petista e contatos políticos com partidos da base aliada. Seu staff prevê visitas mais frequentes a São Paulo, Minas, Rio e Pernambuco.
Depois do congresso do PT e até 3 de abril – quando deixará o cargo de gerente do governo para entrar na corrida sucessória -, Dilma intensificará o roteiro de inaugurações ao lado do presidente, seu maior cabo eleitoral. A partir de abril, ela contará com um escritório na sede do PT, em Brasília.
O discurso da campanha, que terá como mote o “novo desenvolvimentismo”, vai bater na tecla da comparação entre os oito anos do governo Lula e de Fernando Henrique Cardoso. Mesmo com as estocadas do tucanato, o Planalto insistirá na tática da eleição plebiscitária.
Apesar do empenho para ganhar os holofotes com o PAC 2, o governo não fechou o volume de recursos para o programa, que será incluído no Orçamento da União de 2011. Anunciado como remédio para melhorar o sistema de infraestrutura do País, o primeiro PAC – que completará três anos na sexta-feira – foi bombardeado pela oposição, sob o argumento de que grande parte das obras não saiu do papel.
“O importante é que a gente tenha a garantia de que o PAC se manterá, com a continuidade do ritmo de investimento público”, disse Padilha. “Isso dará segurança para o setor privado.” O ministro deixou escapar que o PAC 2 também servirá para o presidente manter o ânimo da equipe no último ano de mandato, período que ficou conhecido nos bastidores do Planalto como “café frio”. “A máquina tem de continuar andando”, insistiu Padilha.

PSOL quer que procurador investigue Fundação Sarney

Estadão

O PSOL vai pedir ao Ministério Público Federal que aprofunde a investigação nas contas da Fundação José Sarney, dando sequência à auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU), que confirmou reportagem do Estado e apontou uma série de fraudes na execução do projeto de R$ 1,3 milhão patrocinado pela Petrobrás. O vice-líder do partido na Câmara, Chico Alencar (RJ), acredita ser essa a única saída para identificar e punir os responsáveis pelo desvio de dinheiro público repassado à fundação, criada para “preservar” a memória do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).
O deputado acredita que qualquer iniciativa no Senado seria boicotada pelos aliados de Sarney, sobretudo os do PMDB. “Os fatos indicados pela CGU são gravíssimos, é necessário ir mais adiante”, afirma, referindo-se a reportagem publicada ontem pelo Estado sobre o relatório da CGU que aponta desde existência de notas fiscais frias, com endereços falsos, a contratação de empresas cujos sócios são funcionários da fundação.
Para Alencar, recorrer ao Conselho de Ética do Senado contra Sarney é “insistir numa carta marcada, sabendo de antemão que tudo será arquivado”. Segundo ele, o fato de Sarney ser aliado do governo deixa o presidente Lula numa “péssima situação”. “O presidente deveria repensar suas alianças políticas, sobretudo quando a denúncia parte de um órgão com a credibilidade da CGU”, disse.
A presidência do Senado divulgou nota insistindo na tese de que Sarney não participa da administração da fundação que leva seu nome. “O senador espera que a diretoria da instituição dê os
esclarecimentos necessários sobre o projeto de patrocínio em foco e, caso seja procedente qualquer acusação, que os responsáveis sejam punidos na forma da lei”, afirma a nota.
Em julho último, reportagem do Estado mostrou que, por seu estatuto, a fundação está sob as ordens do parlamentar e de sua família. E como “presidente vitalício” e fundador da entidade caberia a ele, entre outras funções, “assumir responsabilidades financeiras” e ter “poder de veto” sobre qualquer decisão tomada pelo conselho curador.
O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) lembrou que os pedidos no Senado para investigar a fundação foram rejeitados em duas ocasiões: pelo Conselho de Ética e pela CPI da Petrobrás, boicotada pela base governista. “A CGU mostra o que impediram a CPI de investigar”, disse.

Previdência fecha 2009 com saldo negativo de R$ 42,8 bilhões

Rombo é 12,65% maior do que o resultado apurado em 2008

da Agência Estado

O regime geral de Previdência Social fechou 2009 com déficit de R$ 42,867 bilhões, de acordo com dados divulgados há pouco pelo Ministério da Previdência Social. O déficit acumulado no ano passado foi 12,65% maior do que o registrado em 2008 em termos reais (descontada a inflação medida pela INPC).
Em dezembro, o INSS teve superávit de R$ 1,756 bilhão. No mês anterior, em novembro, o déficit da Previdência havia sido de R$ 3,116 bilhões. Em dezembro de 2008, com valores atualizados pelo INPC, a Previdência registrou superávit de R$ 1,81 bilhões. No resultado de 2009, a Previdência urbana teve déficit de R$ 2,582 bilhões e a Previdência rural saldo negativo de R$ 40,286 bilhões. Somente no mês de dezembro, a Previdência urbana teve superávit de R$ 6,049 bilhões e a rural apresentou déficit de R$ 4,293 bilhões.

Petrobrás distribuirá petróleo para a Ásia a partir do Japão

Estatal brasileira usará instalações da Nansei Sekiyu, companhia com sede em Okinawa, diz jornal japonês

Estadão

A Petrobrás vai aumentar seu envio de petróleo bruto para nações asiáticas por meio do uso de instalações da Nansei Sekiyu, uma companhia com sede em Okinawa, no Japão, que a estatal brasileira adquiriu em 2008. A informação é do jornal japonês The Nikkei.
A estatal brasileira planeja transportar 1,8 milhão de barris de petróleo bruto para instalações de armazenagem da Nansei Sekiyu durante um período de dois meses, a começar em abril. A estatal espera, então, distribuir o produto para Japão, China, Índia, Coreia do Sul, Taiwan e Estados membros da Associação de Países do Sudeste Asiático (Asean) usando navios-tanque pequenos.
No ano passado, a Petrobrás assinou um acordo de longo prazo com uma subsidiária da China Petroleum & Chemical Corp. (Sinopec) para fornecer 150 mil barris de petróleo por dia no primeiro ano e 200 mil barris por dia durante os nove anos seguintes. Uma parte desse petróleo pode ser enviada a partir de Okinawa.
A Petrobrás adquiriu as ações da Nansei Sekiyu que pertenciam à TonenGeneral Sekiyu em 2008. Há algum tempo, a estatal brasileira anunciou que pretendia transformar a Nansei Sekiyu em um centro de operações de distribuição na Ásia por causa de sua localização privilegiada.

Receita libera consulta a lote da malha fina de 2007

Repórter da Agência Brasil

A Receita Federal do Brasil libera hoje (19), a partir das 9h, consulta a um lote residual do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) de 2007, referente ao ano-base de 2006.
Dos 23.813 contribuintes, 13.196 tiveram imposto a pagar, no total de R$ 39,821 milhões. Terão direito a restituição 4.936 contribuintes, que receberão um montante de R$ 9,238 milhões. Os restantes 5.681 contribuintes não tiveram imposto a pagar nem a receber.
As restituições estarão disponíveis para saque na rede bancária a partir da próxima terça-feira (dia 26), com correção de 29,63%, correspondente à variação da taxa Selic de lá para cá.
Para saber se teve a declaração liberada, basta acessar o endereço eletrônico da Receita na internet (www.receita.fazenda.gov.br), ou ligar para o Receitafone 146.
Caso o valor não seja creditado, o contribuinte deve contatar qualquer agência do Banco do Brasil ou ligar para a Central de Atendimento (4004-0001 nas capitais, 0800-729-0001 nas demais localidades e 0800-729-0088 para deficientes auditivos) e agendar o crédito em conta-corrente ou poupança, em qualquer banco.

Petrobras usará injeção de vapor para aumentar produção no Rio Grande do Norte

Agência Brasil

A Petrobras inicia na próxima semana a operação da primeira etapa do Projeto de Injeção Contínua de Vapor (Vaporduto), na região do Vale do Açu (RN). Quando concluído, o projeto representará um acréscimo de 18 mil barris diários na produção de petróleo do Vale do Açu.
Foram investidos US$ 200 milhões no empreendimento, que consiste em injetar 610 toneladas de vapor por hora, nos campos de produção de Estreito e Alto do Rodrigues.
Na primeira fase, 42 poços de petróleo do campo de Estreito estão recebendo o vapor que é gerado pela Usina Termoelétrica Jesus Soares Pereira (Termoaçu) e distribuído para os poços através de uma rede de dutos.
O Projeto de Injeção de Vapor, o maior do mundo, segundo a estatal, é um dos quatro grandes da Petrobras para elevar a atual produção diária de 75 mil barris de óleo para 115 mil até 2011, no Rio Grande do Norte e no Ceará.

INTERNACIONAL

Investigada, OMS revê regras de pandemia
Parlamento apura se houve influência de empresas no caso da gripe suína; novos critérios podem sair até maio

Estadão

Pressionada e investigada por causa da gripe suína, a Organização Mundial da Saúde (OMS) decidiu rever as regras para a declaração de futuras pandemias. O anúncio foi feito ontem pela diretora da entidade, Margaret Chan. Hoje, o Parlamento do Conselho da Europa inicia uma investigação para apurar suspeitas de influência indevida de farmacêuticas na OMS. Alguns cientistas da organização teriam constado na folha de pagamento de laboratórios.
A acusação veio após a imprensa dinamarquesa obter oficialmente informações de que membros do grupo criado para sugerir medidas à entidade eram cientistas financiados por empresas do setor. Há oito meses, a OMS decretou que o vírus H1N1 havia saído do controle e que o mundo vivia a primeira pandemia do século 21. Para isso, o critério foi a difusão do vírus em mais de dois continentes (mais informações nesta página).
Países passaram a gastar milhões para se preparar e a indústria farmacêutica focou atenção na nova doença. Menos de um ano depois, o número de mortes foi bem menor do que o esperado, enquanto milhões de vacinas ficaram encalhadas.
Parlamentares europeus centrarão esforços no papel do Grupo Estratégico de Especialistas em Imunização (Sage, na sigla em inglês). Isso porque o jornal escandinavo Information se utilizou de uma lei de liberdade de informação para obter dados sobre as doações recebidas por institutos médicos. Os dados mostram que um membro da Sage, o finlandês Juhani Eskola, recebeu em seu instituto mais de US$ 9 milhões em financiamento da GlaxoSmithKline, uma das empresas que fabricam a vacina contra a gripe. Eskola nega conflito de interesse.
Outro cientista é o holandês Albert Osterhaus, que também faz parte do comitê de aconselhamento. Os deputados holandeses começaram a investigar sua relação com a indústria e o fato de ter recebido bolsas, financiamento e contribuições da GSK, Sanofi, Novartis e outras empresas. No Reino Unido, o cientista responsável por elaborar sugestões ao Ministério da Saúde, Roy Anderson, também passou a ser avaliado por ser um ex-diretor da GSK. “A campanha da gripe suína parece ter causado um dano considerável aos orçamentos públicos, assim como para a credibilidade de agências mundiais de saúde”, diz a resolução aprovada pelo Conselho da Europa que dá início à investigação.
A GSK anunciou que vendeu US$ 1,3 bilhão em vacinas apenas no ultimo trimestre de 2009, cerca de 130 milhões de doses. No geral, o setor farmacêutico estimou que poderia vender cerca de US$ 7 bilhões com o novo vírus. Chan disse não “haver nenhuma inclinação a tomar decisões a favor de uma indústria”. Ela sugeriu aos países da OMS que comecem revisar as regras de pandemias. “Vamos avaliar se o que fizemos foi bom ou ruim. Baseado nisso, tomaremos novas decisões.” Ela acredita que o processo estará concluído até maio.
Os governos do Reino Unido e o do Japão, além da União Europeia, foram os primeiros a alertar que a revisão deveria modificar a forma pela qual a OMS declarará uma pandemia. Os britânicos querem que um dos critérios seja a intensidade do novo vírus. Já o Japão quer que a taxa de hospitalização da doença seja incorporada. O governo do Vietnã enviou uma carta à OMS questionando a entidade sobre as alegações de que teria exagerado nos alertas sobre a gripe. O país gastou US$ 50 milhões em remédios.
Paulo Buss, representante do Brasil no Conselho Executivo da OMS, que ocorre nesta semana em Genebra, acredita que a entidade tomou a decisão acertada em alertar para o vírus. “Ninguém sabia o que viria. Agora é fácil criticar”, disse.
Para Chan, foi o trabalho da OMS que evitou que a doença se espalhasse mais. O H1N1 começa a perder força, mas a entidade afirma que é cedo para dizer que a pandemia terminou.

Risco de epidemias após terremoto preocupa médicos no Haiti
Uma semana após terremoto, equipes temem surtos de doenças como tétano, sarampo e meningite no país

Estadão

Uma semana após o terremoto de 7 graus na escala Richter, que deixou ao menos 70 mil mortos e desabrigou 1,5 milhão de pessoas, médicos que trabalham no socorro aos sobreviventes temem os risco de epidemia no país. Os sanitaristas alertam principalmente para surtos de tétano, sarampo e meningite.
O volume de remédios que chegavam aos hospitais de campanha aumentou, mas os médicos estão sobrecarregados pelo grande número de vítimas.
Não havia ainda estimativas sobre o número de feridos pelo terremoto de magnitude 7, que destruiu grande parte da capital Porto Príncipe em 12 de janeiro. Autoridades haitianas afirmavam que o número de mortos deve estar chegar a até 200.000.
Um dos sinais de início de volta à normalidade era o surgimento de vendedores ambulantes nas ruas, comercializando frutas e vegetais. Ainda assim, na segunda-feira, centenas de pessoas saqueavam lojas que foram danificadas pelo terremoto em Porto Príncipe.

Violência
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, recomendou ao Conselho de Segurança da entidade o envio de mais 1.500 policiais e 2.000 tropas para se juntar aos 9 mil membros da missão de paz da ONU no Haiti para dar assistência de segurança à missão.
Mais de 11.000 militares dos Estados Unidos estão dentro do Haiti, em navios no litoral ou a caminho do país caribenho. Entre eles estão 2.200 fuzileiros navais com equipamentos para remoção de escombros, suprimentos médicos e helicópteros.
O presidente haitiano, René Préval, disse que as tropas norte-americanas ajudarão a manter a ordem nas ruas do Haiti, onde a polícia local e as forças da ONU não têm conseguido garantir totalmente a segurança. Na noite de segunda-feira tiros foram ouvidos na capital.
O secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, disse que as forças norte-americanas não desempenharão papel de polícia, mas que se defenderiam e “têm o direito de defender haitianos inocentes e membros da comunidade internacional se virem algo acontecer”.
Uma outra autoridade militar dos EUA disse que os casos de violência eram isolados e que não impediam a missão humanitária.

Países ricos aceleram perdão de dívida externa do Haiti
Clube de Paris ainda pede que outras nações também cancelem a dívida de país devastado por tremor

Estadão
O Clube de Paris, grupo de credores que reúne países ricos, afirmou nesta terça-feira, 19, que vai acelerar o processo de perdão da dívida externa do Haiti, devastado por um terremoto no dia 12, que deixou ao menos 70 mil mortos e 1,5 milhão de desabrigados. O grupo ainda pediu que outros países também cancelem a dívida.
No ano passado, o Clube de Paris já havia fechado um acordo com o governo do Haiti para perdoar a dívida do país. ” Para os credores que ainda estão finalizando as negociações, foi feito um acordo para agilizar o perdão”, disse o grupo em comunicado.
“Considerando as necessidades financeiras do Haiti para reconstruir o país, o Clube de Paris pede que outros credores urgentemente cancelem a dívida do Haiti”, acrescentou o Clube de Paris.
Os dois principais países credores do Haiti de fora do Clube de Paris são Taiwan e Venezuela. A dívida haitiana com o grupo era de US$ 62 milhões. O Clube de Paris é formado por Bélgica, Canadá, Dinamarca, França, Alemanha, Itália, Holanda, Espanha, Reino Unido e EUA.

Presidente eleito do Chile critica governo de Hugo Chávez

Estadão

O empresário Sebastián Piñera, eleito presidente do Chile para os próximos quatro anos, criticou o líder da Venezuela, Hugo Chávez, “pela forma como pratica a democracia e pelo modelo econômico” que aplica em seu país.
“Eu tenho muitas críticas à forma como estão sendo tratados os temas públicos na Venezuela e quero dizer isso com muita clareza”, assinalou Piñera em entrevista coletiva com a imprensa
estrangeira.
O presidente eleito, que derrotou o senador democrata-cristão Eduardo Frei, encerrando assim duas décadas de Governos da Concertação, explicou que as diferenças com Chávez “são profundas e têm a ver com a forma como se concebe e se pratica a democracia, o modelo de desenvolvimento econômico e muitas (coisas) mais”. Piñera, porém, garante que o novo governo vai “buscar as melhores relações em benefício mútuo com todos os países da América Latina, incluindo a Venezuela”.
O novo líder, que assume a presidência do Chile em Março, considerou que há atualmente na América Latina “um verdadeiro renascimento e bonança da democracia”. “Praticamente todos os países da América Latina, com exceção de Cuba, se reencontraram com sua democracia nas décadas de 80 e 90″, lembrou Piñera, que lembrou que “dentro da democracia há opções”.
“Eu posso visualizar dois grandes caminhos: um é o de países como Cuba, Venezuela, Nicarágua, Bolívia e talvez outros, e outro é o que lideram países como o México, Brasil, Colômbia, Peru e Chile”, explicou, sem mencionar a posição do Brasil.
O empresário disse que prefere “a democracia com Estado de Direito; a independência entre os poderes executivo, legislativo e judiciário, o respeito à liberdade de expressão e de imprensa, e o respeito à alternância no poder”. “Certamente, há modos diferentes que podem ser vistos na América Latina, mas cada país tem que escolher seu próprio caminho. O Chile escolheu o seu”, concluiu.

Lobo criará conselho de ex-presidentes com Zelaya e Micheletti

Estadão

O presidente eleito de Honduras, Porfirio Lobo, anunciou nesta terça-feira, 19, a criação de um conselho assessor com ex-governantes, no qual incluirá Manuel Zelaya e Roberto Micheletti,
protagonistas da crise política vivida pelo país desde 28 de junho de 2009.
Nesta data, Zelaya foi derrubado por militares em um golpe de Estado e foi expulso de Honduras. Micheletti, até então presidente do Parlamento, foi escolhido no mesmo dia pela própria casa para ocupar a Presidência hondurenha.
Segundo Lobo, que assume o poder no próximo dia 27, este conselho servirá para assessorá-lo em assuntos do Governo. Haverá outro formado por representantes de empresários, das Igrejas Católica e Evangélica, de jornalistas e de outros setores.
Em declarações à imprensa, Lobo disse que o conselho de ex-presidentes será formado por Roberto Suazo Córdova (1982-1986), Rafael Callejas (1990-1994), Carlos Flores (1998-2002), Ricardo Maduro (2002-2006), “mais o presidente Zelaya e o presidente Micheletti”. Os outros dois ex-governantes civis, José Azcona (1986-1990) e Carlos Roberto Reina (1994-1998), já morreram.
No caso de Zelaya, que está abrigado na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa desde 21 de setembro, “se estiver em boa saúde, também vai fazer parte dos ex-presidentes assessores”, disse. Entretanto, Lobo admitiu não ter falado ainda nem com Zelaya, nem com Micheletti.
A ideia de integrar esse conselho de ex-chefes de Estado, explicou, é “receber deles a experiência que tiveram”. Zelaya e Micheletti pertencem ao governante Partido Liberal, assim como Suazo Córdova e Flores. Lobo, Callejas e Maduro são do Partido Nacional, rival histórico dos liberais.

Eleição para cadeira de Ted Kennedy ameaça planos de Obama

Estadão

A reforma sanitária e outros grandes planos do Governo dos EUA estarão na berlinda se o estado de Massachusetts eleger nesta terça-feira, 19, um republicano para a cadeira do senador Ted Kennedy, o que quebraria a maioria democrata na câmara alta.
Desta maneira, o futuro da reforma de saúde depende do assento que ocupou durante décadas o lendário senador, falecido em agosto passado, e que foi paradoxalmente um dos principais incentivadores desta iniciativa.
O presidente americano, Barack Obama, se envolveu pessoalmente na campanha crucial de Massachusetts, um estado que nos últimos 70 anos esteve representado no Senado por um membro do clã Kennedy.
Se os eleitores deste estado elegem nesta quarta-feira o candidato republicano Scott Brown no lugar de seu adversário, Martha Coakley, os democratas perderão as 60 cadeiras que precisam para aprovar leis no Senado sem temer o veto dos republicanos.
Atualmente, os legisladores americanos trabalham na dura tarefa de harmonizar as duas versões da reforma sanitária aprovada na Câmara de Representantes e no Senado no fim do ano passado. Se perderem as 60 cadeiras, os democratas serão obrigados a ceder às exigências dos republicanos e atenuar ainda mais o projeto de reforma, do qual já foram eliminados alguns elementos importantes, como a criação de um seguro de saúde público.
“Muitas iniciativas legais vão depender de um só voto no Senado dos EUA.”, disse Obama aos eleitores de Massachusetts em um comício eleitoral realizado no domingo passado, consciente que a reforma do sistema de saúde e outras de suas promessas eleitorais poderiam ficar travadas na câmara alta se perder esta eleição.
O segundo senador que representa este estado na câmara alta, o democrata John Kerry, foi além, ao afirmar que as eleições desta quarta-feira “vão determinar o equilíbrio de poder” nos Estados Unidos. As pesquisas não são animadoras para os democratas, pois a maioria aponta que Brown supera em intenções de voto a Coakley, com uma diferença entre cinco e dez pontos. Trata-se de uma situação estranha para um estado profundamente liberal que não votou em um senador republicano desde 1972.
Uma vitória republicana, independentemente do efeito que tenha na divisão do poder no Senado, seria um mal precedente para os democratas diante das eleições legislativas que serão realizadas no próximo mês de novembro.
Os analistas políticos acreditam que levando em consideração que em Massachusetts só um em cada oito eleitores se confessa um republicano, uma vitória de Brown revelaria uma forte transposição dos eleitores independentes rumo ao partido da oposição. Seria a terceira derrota para os democratas nos últimos meses, após as eleições para o governador de Nova Jersey e da Virgínia.
Olhando por esse panorama, as eleições legislativas de novembro podem ser tornar um desastre para os democratas, dois anos depois da vitória histórica de Barack Obama, que ganhou com um forte respaldo popular.
Outros observadores fazem uma leitura mais profunda da situação e consideram que, dada o envolvimento pessoal do presidente na campanha, com comícios eleitorais e anúncios na televisão, uma derrota democrata seria uma rejeição a sua gestão.


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